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Lema do Blog

1 de abril de 2007

Adaptação e ódio

Olá amigos odiosos!
Já faz um tempinho que eu não posto por aqui. Estava enrolado com minhas obrigações acadêmicas, mas agora eu estou de volta.
Mas esse tempo foi bom. Pude refletir e perceber que o ódio é o melhor sentimento que pode se ter com relação a determinados tipos de atitudes.
Primeiro, pagar adaptação é f*da. Além de você enxergar certinho as panelinhas da sala, você fica no meio daquele fogo cruzado o tempo todo. Às vezes a guerra não é declarada, mas é perceptível a competição.
O pior ainda é quando dentro dos respectivos grupinhos, tem asnos em forma humana, que devido a uma má impressão, ou até ciúmes, não tem discernimento algum ao dar uma bola fora, e ainda acha que está com a razão.
Ocorreu que tentaram roubar minha calculadora dentro da classe nesta quinta um pouco antes de uma prova. Procurei por todos os lados do fichário (só faltou procurar no forro). Falei com o professor e fui até o carro pra conferir se estava lá, e nada. Então fui até a coordenação pedir “busca e apreensão” da minha calculadora, e nesse meio tempo, a calculadora apareceu bem mal colocada dentro do meu fichário, onde eu nunca a coloco.
Sendo honesto e até um pouco agradecido a quem roubou por ter se arrependido da tentativa, mostrei para classe quando apareceu. Disse para todos (dizendo para a pessoa que fez) para não fazer mais esse tipo de brincadeira, pensando que possivelmente muitos já passaram por tal situação. Nisso vem um imbecil, e diz: “Da próxima vez, procure direito!”.
Eu já puto, bati boca. Expliquei que procurei nas minhas coisas e no carro e não havia encontrado. Ele torna a repetir para eu procurar melhor, mas aí meu sangue não é de barata né? Tava pra levantar e ir tirar satisfação com aquele imbecil do outro lado da sala, se é por causa da turminha eu me garanto. Mas daí é na hora que bate o bom senso, e o que você passou até agora no curso, em relação ao fato de ser expulso. Soltei um: “Porra, eu já falei que não tinha mais onde eu procurar”, então ele falou que eu acusei o povo da sala. Lógico que eu acusei, eu tinha sido roubado, e lá dentro! E se não tomasse aquela postura, não teria minha calculadora de volta. A grande diferença é que eu não apontei o dedo na cara de ninguém. Expus esse fato. Foi quando ele disse “mas você ta perturbando a prova”. Bem, ia soltar um “f*da-se essa prova amigo!” (eu tinha que escolher ser prejudicado?), mas lembrei do professor, vi que a discussão já tinha acabado e falei: “então faz sua prova aí, que eu faço a minha”. Oras, o que é meu é meu, não é qualquer marmanjo que vai tirar de mim.
Aquela calculadora é um presente do meu velho (já falecido). Com freqüência eu a abro, limpo, troco as pilhas. Considero não um apreço pelo bem em si, mas sim do valor sentimental que tem pra mim. Afinal de contas, meu velho era chato, mas sábio, me deu ela quando pedi um Vídeo Game!
Vejo que a grande culpa disso é a panelinha, muitas vezes o bom senso não chega a a nós quando estamos em grupo, o julgamento da situação, portanto torna-se parcial. A situação de adaptado é difícil nesse sentido, pois já é o quarto ano, e eu não conheço as peças da minha sala nem de nome.
Quanto a minha personalidade, é fácil de conhecer, sou tranqüilo, amigável, prestativo, justo, e por isso mesmo ODEIO gente folgada.

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postado por Márcio Gordex às

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2 Comentários

Blogger sauloarruda disse...
Isso está me cheirando karma!! Ou você não se lembra da lendária borracha preta endereçada ao famigerado Valdomiro?? Hhmmm... isso mesmo... O que aqui se faz, aqui se paga!! Agora acho que você está quites... (acho).
2 de abril de 2007 13:36  



Blogger Márcio Gordex disse...
a borracha não era sua?
2 de abril de 2007 15:32  



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